Discopatia Degenerativa
Entenda o desgaste natural dos discos intervertebrais, suas causas, sintomas e as opções de tratamento não cirúrgico disponíveis para recuperar sua qualidade de vida.
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O que é Discopatia Degenerativa?
Ao contrário do que o nome sugere, a discopatia degenerativa não é propriamente uma “doença”, mas sim uma condição clínica caracterizada pela deterioração progressiva dos discos intervertebrais.
Os discos atuam como amortecedores entre as vértebras. Com o tempo, eles perdem hidratação, altura e elasticidade, o que pode levar a dor, instabilidade e redução da mobilidade. Este processo faz parte do envelhecimento natural, mas pode ser acelerado por fatores genéticos e de estilo de vida.
Estrutura do Disco
O disco é formado pelo núcleo pulposo (centro gelatinoso) e pelo ânulo fibroso (anel externo).
Causas e Fatores de Risco
Envelhecimento
A perda natural de água nos discos ocorre com a idade, reduzindo a flexibilidade e o amortecimento.
Genética
Histórico familiar pode predispor à degeneração mais precoce ou acelerada dos discos.
Tabagismo
Substâncias tóxicas comprometem a circulação e nutrição do disco, acelerando o desgaste.
Sobrecarga
Trabalho pesado, má postura crônica e obesidade aumentam a pressão sobre a coluna.
Sintomas Comuns
Muitos pacientes são assintomáticos. Quando surgem, variam conforme a região afetada:
- Dor localizada: Lombar ou cervical, piora ao sentar, curvar ou levantar pesos.
- Rigidez matinal: Sensação de travamento ao acordar que melhora com movimento.
- Dor irradiada: Glúteos/coxas (lombar) ou ombros/braços (cervical).
- Fraqueza muscular: Em casos avançados ou associados a hérnias.
Importante: Dor Mecânica
A dor da discopatia é tipicamente “mecânica”: piora com a atividade e carga (ficar em pé, carregar peso) e melhora significativamente com repouso e posição deitada.
“A dor que acorda o paciente à noite ou não melhora com repouso deve ser investigada urgentemente.”
Tratamento Não Cirúrgico
Mais de 90% dos casos são tratados com sucesso sem cirurgia. Nosso foco é na reabilitação funcional e controle da dor.
Acupuntura Médica
Atua na modulação da dor, liberação de endorfinas e melhora da circulação local. Altamente eficaz para dor lombar crônica.
Fisioterapia & RPG
Fortalecimento do core e alongamento. O RPG (Reeducação Postural Global) corrige desalinhamentos que sobrecarregam os discos.
Pilates Clínico
Exercícios de baixo impacto focados no centro de força. Ideal para manter mobilidade e estabilidade da coluna a longo prazo.
Tecnologia e Procedimentos
Tratamentos avançados para dor refratária:
- Ondas de Choque: Regeneração tecidual.
- Laser de Alta Intensidade: Anti-inflamatório.
- Dry Needling: Liberação de pontos-gatilho.
- Toxina Botulínica: Para espasticidade/contratura severa.
Tratamento Farmacológico
Deve ser supervisionado e combinado com terapia física.
- Analgésicos/AINEs: Crises agudas e inflamação.
- Miorrelaxantes: Redução de espasmos.
- Adjuvantes: Modulação da dor crônica.
Sinais de Alerta
Procure o PS se apresentar:
- Perda de controle da bexiga/intestino.
- Dormência na região íntima (sela).
- Fraqueza súbita nas pernas.
- Febre associada à dor nas costas.
Quando operar?
A cirurgia é exceção, indicada apenas quando:
- Há déficit neurológico progressivo.
- Falha do tratamento conservador (após 6 meses).
- Dor incapacitante que impede a vida diária.
Prognóstico
O prognóstico é excelente. Embora a degeneração não seja reversível, os sintomas podem ser controlados com estilo de vida e tratamento. A dor tende a diminuir à medida que a coluna se estabiliza naturalmente.
Dr. Marcus Yu Bin Pai
Médico Fisiatra, Doutorado em Ciências pela USP. Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura e Professor do Grupo de Dor da Neurologia do HC-FMUSP.
Clínica Dr. Hong Jin Pai
Al. Jaú, 687 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
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Tratamentos: Acupuntura, Ondas de Choque, Laser, RPG e Pilates.
Fale com nossa equipeMédico especialista em Dor e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP.