Ondas de Choque para Epicondilite Medial

novembro 23, 2025
escrito por: Dr. Marcus Yu Bin Pai

Médico Fisiatra e Especialista em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP.

Epicondilite Medial: Tratamento com Ondas de Choque em São Paulo

A dor na face interna do cotovelo, que irradia para o antebraço e compromete a força de preensão das mãos, é a marca registrada da Epicondilite Medial, popularmente conhecida como “Cotovelo de Golfista”. No entanto, em uma metrópole como São Paulo, essa condição raramente se restringe a atletas. O uso intensivo de computadores, movimentos repetitivos em ambientes corporativos e o estresse mecânico diário transformaram essa patologia em uma das queixas mais frequentes nos consultórios de Fisiatria.

Diferente de dores musculares passageiras, a epicondilite medial envolve um processo degenerativo na origem dos tendões flexores do punho (especialmente o flexor radial do carpo e o pronador redondo). O tratamento convencional com repouso e anti-inflamatórios muitas vezes falha porque não endereça a causa biológica: a má vascularização e a desorganização das fibras de colágeno.

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, localizada no coração do Jardim Paulista, adotamos uma abordagem intervencionista não cirúrgica. Utilizamos a Terapia por Ondas de Choque Extracorpórea (ESWT) como pilar central do tratamento, combinada com reabilitação funcional de alta complexidade, oferecendo uma solução robusta para pacientes que desejam evitar a cirurgia.

Centro de Referência em Dor – Jardins, SP

Liderança médica do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

  • ✓ Infraestrutura de 2.000m² com 20 salas de atendimento
  • ✓ Estacionamento gratuito coberto para 20 veículos
  • ✓ Atendimento bilíngue para expatriados e turistas médicos
40+
Anos de Excelência

Anatomia e Patofisiologia: Por que o Tendão não Cicatriza?

Para compreender a eficácia das Ondas de Choque, é necessário entender a falha biológica da epicondilite medial. A região do epicôndilo medial é o ponto de ancoragem de músculos potentes responsáveis por flexionar o punho e os dedos e por realizar a pronação (virar a palma da mão para baixo). O suprimento sanguíneo nessa “zona de inserção” (êntese) é naturalmente pobre.

Sob estresse repetitivo, ocorrem micro lesões. Em um corpo jovem e saudável, essas lesões cicatrizam. No entanto, com a idade ou sobrecarga contínua, o corpo falha no reparo. Ocorre o que chamamos de angiofibroplasia: o tecido saudável do tendão é substituído por um tecido imaturo, desorganizado e friável, repleto de novos vasos sanguíneos defeituosos e terminações nervosas que geram dor crônica. Não é apenas uma “inflamação” (tendinite), mas uma degeneração (tendinose).

Tendão Saudável

  • Fibras de colágeno alinhadas paralelamente (força).
  • Cor branca e brilhante.
  • Vascularização normal e eficiente.
  • Ausência de células inflamatórias crônicas.

Tendão com Epicondilite

  • Fibras desorganizadas e rompidas (fraqueza).
  • Tecido acinzentado e espesso.
  • Neovascularização (vasos ruins que trazem dor).
  • Presença de substância P (neurotransmissor da dor).

Quadro Clínico e Diagnóstico Preciso

O diagnóstico na Clínica Dr. Hong Jin Pai vai além do exame físico básico. Nossos médicos fisiatras avaliam a cadeia cinética completa do membro superior, pois muitas vezes uma epicondilite é agravada por problemas na cervical ou no ombro. O sintoma clássico é a dor na protuberância óssea interna do cotovelo, que piora ao fazer força com a mão fechada (como cumprimentar alguém ou segurar uma sacola pesada).

Em casos severos, pode haver compressão do nervo ulnar (que passa logo atrás do epicôndilo), causando formigamento nos dedos anelar e mínimo. Diferenciar a epicondilite medial da lateral e de outras patologias é crucial para a escolha do ponto exato de aplicação das ondas de choque.

Tabela 1: Distinção Clínica – Epicondilite Medial vs. Lateral
Característica Epicondilite Medial (“Golfista”) Epicondilite Lateral (“Tenista”)
Local da Dor Face interna do cotovelo. Face externa do cotovelo.
Movimento Gatilho Flexão do punho e pronação (girar para baixo). Extensão do punho e supinação (girar para cima).
Músculos Afetados Flexores do carpo e Pronador redondo. Extensor radial curto do carpo.
Sintomas Nervosos Possível neuropatia ulnar (dedo mínimo). Raro envolvimento nervoso direto.

Ondas de Choque: A Ciência da Regeneração Tecidual

A Terapia por Ondas de Choque (ESWT) não é “choque elétrico”. São ondas acústicas (mecânicas) de alta energia que se propagam através dos tecidos. Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, utilizamos equipamentos de padrão suíço que permitem a aplicação tanto de ondas Focais quanto Radiais, uma distinção vital para o sucesso no tratamento do cotovelo.

O mecanismo de ação baseia-se na mecano-transdução. O estímulo mecânico das ondas nas células do tendão doente (tenócitos) provoca uma resposta biológica imediata: o aumento da produção de fatores de crescimento (como VEGF e eNOS). Isso estimula a formação de novos vasos sanguíneos saudáveis (neovascularização) e a migração de células-tronco para reparar a estrutura de colágeno degenerada.

01.

Analgesia Imediata

A hiperestimulação das terminações nervosas bloqueia o sinal da dor (Teoria das Comportas) e reduz a substância P localmente.

02.

Efeito Cavitacional

Microbolhas se formam e implodem dentro do tecido calcificado ou fibrótico, “quebrando” a rigidez do tendão doente.

03.

Regeneração Biológica

Liberação de óxido nítrico e fatores de crescimento que recrutam células reparadoras, trocando tecido doente por saudável.

O Protocolo Híbrido da Clínica

Para a epicondilite medial, a precisão é fundamental. O nervo ulnar passa muito próximo ao local da dor. O uso inexperiente de ondas de choque pode irritar esse nervo. Na nossa clínica, médicos especialistas aplicam Ondas Focais com precisão milimétrica na inserção do tendão (para tratar a degeneração profunda) e Ondas Radiais na musculatura flexora do antebraço (para soltar a tensão muscular e os pontos-gatilho que perpetuam a tração no cotovelo).

O Arsenal Terapêutico Integrado

Embora as Ondas de Choque sejam o “carro-chefe” para a resolução estrutural da tendinose, a dor crônica exige uma abordagem multimodal. Nossa clínica dispõe de um arsenal tecnológico completo para acelerar a recuperação e garantir conforto durante o processo de reabilitação.

Tabela 2: Terapias Complementares Disponíveis na Clínica
Tecnologia / Procedimento Função Principal Sinergia com Ondas de Choque
Laser de Alta Intensidade (HILT) Analgesia térmica profunda e controle inflamatório agudo. Prepara o tecido antes do choque ou acalma a dor pós-sessão.
Acupuntura Médica Modulação da dor central e relaxamento sistêmico. Reduz a ansiedade e a hipersensibilidade à dor, facilitando o tratamento.
Infiltração com Botox Relaxamento muscular potente em casos refratários. Diminui a tração mecânica constante sobre o tendão em cicatrização.
Mesoterapia Aplicação local de fármacos sob a pele. Potencializa o efeito anti-inflamatório sem efeitos colaterais sistêmicos.

O Papel da Reabilitação

Nenhum tratamento passivo é completo sem a correção biomecânica. Identificamos se a causa da epicondilite está na ergonomia do trabalho (ex: altura errada da cadeira, uso excessivo do mouse) ou na técnica esportiva. Prescrevemos exercícios excêntricos específicos para “remodelar” as fibras de colágeno que as ondas de choque estimularam a crescer.

Por que escolher a Clínica Dr. Hong Jin Pai?

O tratamento de dor crônica exige um ambiente que inspire confiança e tranquilidade. Nossa clínica nos Jardins foi projetada para ser um refúgio de cura no meio da agitação de São Paulo. Com mais de 40 anos de história, combinamos a tradição de um atendimento humanizado com a vanguarda tecnológica.

Corpo Clínico de Elite

Todos os nossos médicos possuem formação no Hospital das Clínicas da USP e especializações internacionais. Você será atendido por um médico especialista, não por técnicos.

Comodidade Total

Sabemos que estacionar nos Jardins é difícil. Oferecemos estacionamento gratuito e coberto no local, com segurança, para que sua única preocupação seja a sua recuperação.

Atendemos pacientes de todo o Brasil e do exterior, com uma equipe preparada para suporte em múltiplos idiomas. A clínica possui 20 salas de procedimento equipadas, garantindo privacidade e horários flexíveis para executivos e profissionais liberais.

O Tempo é Essencial

Quanto mais tempo se espera para tratar a epicondilite medial, maior a degeneração do tendão e mais complexo se torna o tratamento. A intervenção precoce com Ondas de Choque pode reduzir o tempo de recuperação de meses para semanas.

Sinais de que você precisa agendar uma avaliação:

  • ⚠ Dor no cotovelo interno persistente por mais de 3 semanas.
  • ⚠ Dificuldade para segurar objetos (xícaras, canetas) devido à fraqueza.
  • ⚠ Falha de tratamentos anteriores (fisioterapia convencional, gelo, anti-inflamatórios).
  • ⚠ Formigamento nos dedos anelar e mínimo associado à dor no cotovelo.

Perguntas Frequentes sobre Tratamento de Epicondilite

Quantas sessões de Ondas de Choque são necessárias?

O protocolo padrão para epicondilite medial na nossa clínica envolve entre 3 a 5 sessões, realizadas com intervalo semanal (a cada 7 dias). A maioria dos pacientes relata alívio significativo da dor já após a segunda sessão, mas o ciclo completo é vital para a regeneração tecidual sustentada.

O tratamento dói? Preciso de anestesia?

O procedimento pode causar um desconforto suportável, descrito como uma “pressão pulsante”. Não utilizamos anestesia local, pois o feedback do paciente (onde dói mais) é essencial para localizarmos o foco exato da lesão. Além disso, a anestesia pode inibir parte da resposta biológica de cura.

Posso continuar trabalhando durante o tratamento?

Sim. O tratamento é ambulatorial e não requer internação. Você pode retornar às atividades de escritório imediatamente. No entanto, recomendamos evitar esforços intensos de preensão (carregar peso, musculação de membros superiores ou jogar tênis/golfe) durante as semanas de tratamento para permitir a cicatrização.

Qual a taxa de sucesso para evitar a cirurgia?

Estudos clínicos e nossa experiência prática mostram taxas de sucesso entre 75% e 85% para epicondilites crônicas tratadas com Ondas de Choque, eliminando a necessidade de cirurgia na grande maioria dos casos, mesmo aqueles que não responderam à fisioterapia comum.

Tenho marca-passo. Posso fazer o tratamento?

O uso de marca-passo exige precaução. Embora a aplicação seja no cotovelo (longe do tórax), a decisão deve ser tomada caso a caso pelo médico fisiatra, avaliando o tipo de dispositivo. Gestantes e pacientes com distúrbios graves de coagulação geralmente têm contraindicação.

A aplicação de corticoide (infiltração) ajuda?

O corticoide é um anti-inflamatório potente que tira a dor rapidamente, mas ele pode enfraquecer o tendão e inibir a regeneração das fibras de colágeno a longo prazo. Por isso, preferimos as Ondas de Choque como terapia regenerativa. Se você fez infiltração recente, deve aguardar algumas semanas antes de iniciar o choque.

O que é o Laser de Alta Intensidade associado?

Diferente do laser “frio” comum da fisioterapia, o Laser de Alta Intensidade (HILT) consegue penetrar profundamente nos tecidos articulares, gerando um efeito térmico e fotomecânico que reduz o edema e a dor instantaneamente, sendo um excelente coadjuvante às ondas de choque.

A clínica aceita convênios para este procedimento?

A Terapia por Ondas de Choque está no Rol da ANS para diagnósticos específicos. Recomendamos entrar em contato com nossa recepção para verificar a cobertura do seu plano de saúde ou conhecer nossas condições facilitadas de pagamento particular e reembolso.

É necessário encaminhamento médico?

Não. Nossa clínica é especializada em Fisiatria e Dor. Você passará por uma consulta médica completa com nossos especialistas, que farão o diagnóstico e indicarão o tratamento. Não atuamos apenas como executores de exames, mas como médicos responsáveis pelo seu caso.

Há estacionamento na clínica?

Sim, oferecemos estacionamento gratuito, coberto e com manobrista no próprio local. Nossa estrutura comporta até 20 veículos, garantindo total segurança e comodidade na sua chegada e saída.

Website |  + posts

Médico especialista em Dor e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP.