Minha Hérnia de Disco pode Piorar? Quando me preocupar?

fevereiro 12, 2026
escrito por: Dr. Marcus Yu Bin Pai

Médico Fisiatra e Especialista em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP.

O Que É Hérnia de Disco e Por Que Causa Tanta Dor

A hérnia de disco é uma condição médica que afeta milhares de brasileiros anualmente e representa uma das principais causas de dor lombar e cervical no país. Para compreender se a hérnia de disco tem cura, é fundamental primeiro entender o que exatamente acontece na coluna vertebral quando essa condição se desenvolve. Os discos intervertebrais funcionam como amortecedores naturais entre as vértebras, proporcionando flexibilidade e absorvendo impactos durante os movimentos do dia a dia.

Cada disco é composto por duas estruturas principais: o núcleo pulposo, uma substância gelatinosa no centro do disco, e o ânulo fibroso, um anel de tecido fibroso que envolve e contém esse núcleo. Quando ocorre uma hérnia de disco, o núcleo pulposo se projeta através de uma fissura ou enfraquecimento do ânulo fibroso, podendo comprimir nervos adjacentes e causar sintomas variados. Essa projeção pode resultar de degeneração natural relacionada à idade, trauma, esforço repetitivo ou fatores genéticos que predispõem certos indivíduos a essa condição.

A compressão nervosa gerada pela hérnia pode provocar dor local, dor irradiada para os membros, formigamento, dormência e, em casos mais graves, fraqueza muscular. A intensidade dos sintomas varia significativamente entre os pacientes, desde aqueles que permanecem completamente assintomáticos até aqueles que experimentam dor debilitante que interfere nas atividades diárias. É importante destacar que a presença de hérnia de disco em exames de imagem não necessariamente significa que ela seja a causa dos sintomas, pois muitas hérnias são encontradas incidentalmente em pessoas sem qualquer queixa dolorosa.

Tipos e Classificações de Hérnia de Disco

A compreensão dos diferentes tipos de hérnia de disco é essencial para determinar o prognóstico e as opções de tratamento mais adequadas. As hérnias podem ser classificadas de acordo com sua localização anatômica, grau de protrusão e direção do deslocamento do material discal. Essa classificação detalhada permite aos médicos especializados estabelecerem condutas personalizadas baseadas nas características individuais de cada paciente.

Classificação por Localização

L

Lombar

Mais comum, afeta região inferior das costas e pode irradiar para pernas

C

Cervical

Afeta pescoço, pode irradiar para braços e causar tonturas

T

Torácica

Mais rara, afeta região média das costas

As hérnias lombares representam aproximadamente 90% dos casos e ocorrem predominantemente nos níveis L4-L5 e L5-S1, que são as regiões de maior mobilidade e carga da coluna vertebral. As hérnias cervicais, embora menos frequentes, podem ser particularmente incapacitantes devido à proximidade com estruturas nervosas importantes que controlam a função dos membros superiores. Já as hérnias torácicas são relativamente raras e frequentemente associadas a traumatismos ou doenças degenerativas mais extensas.

Sinais e Sintomas: Quando Suspeitar de Hérnia de Disco

Os sintomas da hérnia de disco variam consideravelmente de acordo com a localização da lesão, o grau de compressão nervosa e as características individuais de cada paciente. Muitos indivíduos portadores de hérnia de disco permanecem completamente assintomáticos durante toda a vida, enquanto outros experimentam sintomas significativos que impactam sua qualidade de vida. Reconhecer os sinais precoces permite uma abordagem terapêutica mais eficaz e pode prevenir complicações a longo prazo.

Nota Importante

A presença de hérnia de disco em exames de imagem não significa necessariamente que ela seja a causa da dor. Estudos mostram que até 30% das pessoas assintomáticas apresentam hérnias em ressonâncias magnéticas. A correlação clínica é fundamental para o diagnóstico correto.

A dor irradiada, conhecida como radiculopatia, é um dos sintomas mais característicos da hérnia de disco sintomática. No caso das hérnias lombares, essa dor tipicamente segue o trajeto do nervo ciático, descendo pela nádega, face posterior da coxa e podendo atingir a perna e o pé. Os pacientes frequentemente descrevem essa sensação como um choque elétrico, queimação ou dor em pontada que piora com determinados movimentos, como tossir, espirrar ou realizar esforço físico.

Tabela 01: Sintomas da Hérnia de Disco e Suas Características
Sintoma Características Conduta Recomendada
Dor lombar localizada Dor profunda na região inferior das costas, pode piorar com movimentos Repouso relativo, analgésicos, avaliação médica
Dor irradiada (ciatalgia) Dor que desce pela perna seguindo trajeto nervoso Avaliação especializada urgente, exames de imagem
Formigamento e dormência Sensação de adormecimento em membros inferiores ou superiores Investigação neurológica, possivelmente eletromiografia
Fraqueza muscular Dificuldade para movimentar determinados músculos Atendimento especializado, pode indicar compressão severa
Sinais de alerta Perda de controle de esfíncteres, fraqueza severa bilateral EMERGÊNCIA MÉDICA — Cirurgia urgente

Além da dor, os pacientes podem apresentar parestesias, que são sensações anormais como formigamento, dormência ou sensação de agulhadas na área inervada pelo nervo comprometido. A fraqueza muscular representa um sinal de maior gravidade, indicando que a compressão nervosa está interferindo na condução dos impulsos nervosos responsáveis pelo comando motor. Quando a fraqueza afeta grupos musculares específicos, como a dificuldade para ficar na ponta dos pés ou para levantar o pé (pé caído), isso sugere envolvimento de raízes nervosas específicas que requerem atenção médica especializada.

Diagnóstico: Como Confirmar a Hérnia de Disco

O diagnóstico preciso da hérnia de disco requer uma abordagem sistemática que combine história clínica detalhada, exame físico minucioso e exames de imagem apropriados. O médico especialista inicia a investigação coletando informações sobre as características da dor, fatores de piora e melhora, presença de sintomas associados e histórico de doenças prévias. Essa anamnese cuidadosa fornece pistas importantes sobre a localização provável da lesão e sua possível etiologia.

Etapas do Diagnóstico

01

História Clínica

Análise detalhada dos sintomas, duração e fatores desencadeantes

Dor lombar localizada Dor profunda na região inferior das costas, pode piorar com movimentos Repouso relativo, analgésicos, avaliação médica Dor irradiada (ciatalgia) Dor que desce pela perna seguindo trajeto nervoso Avaliação especializada urgente, exames de imagem Formigamento e dormência Sensação de adormecimento em membros inferiores ou superiores Investigação neurológica, possivelmente eletromiografia Fraqueza muscular Dificuldade para movimentar determinados músculos Atendimento especializado, pode indicar compressão severa Sinais de alerta Perda de controle de esfíncteres, fraqueza severa bilateral EMERGÊNCIA MÉDICA — Cirurgia urgente

Além da dor, os pacientes podem apresentar parestesias, que são sensações anormais como formigamento, dormência ou sensação de agulhadas na área inervada pelo nervo comprometido. A fraqueza muscular representa um sinal de maior gravidade, indicando que a compressão nervosa está interferindo na condução dos impulsos nervosos responsáveis pelo comando motor. Quando a fraqueza afeta grupos musculares específicos, como a dificuldade para ficar na ponta dos pés ou para levantar o pé (pé caído), isso sugere envolvimento de raízes nervosas específicas que requerem atenção médica especializada.

Diagnóstico: Como Confirmar a Hérnia de Disco

O diagnóstico preciso da hérnia de disco requer uma abordagem sistemática que combine história clínica detalhada, exame físico minucioso e exames de imagem apropriados. O médico especialista inicia a investigação coletando informações sobre as características da dor, fatores de piora e melhora, presença de sintomas associados e histórico de doenças prévias. Essa anamnese cuidadosa fornece pistas importantes sobre a localização provável da lesão e sua possível etiologia.

Etapas do Diagnóstico

01

História Clínica

Análise detalhada dos sintomas, duração e fatores desencadeantes

02

Exame Físico

Testes de mobilidade, força muscular e sensibilidade

03

Exames de Imagem

Ressonância magnética é o padrão-ouro para diagnóstico

04

Correlação Clínica

Comparação entre achados de imagem e sintomas do paciente

O exame físico neurológico é fundamental para identificar sinais de compressão radicular. O teste de Lasègue, que consiste na elevação passiva da perna estendida com o paciente em decúbito dorsal, é tradicionalmente utilizado para avaliar tensão radicular. A reprodução da dor irradiada entre 30 e 70 graus de elevação sugere irritação do nervo ciático. Testes de força muscular, reflexos tendíneos e sensibilidade cutânea permitem localizar qual raiz nervosa está sendo comprometida, orientando a solicitação dos exames de imagem.

A ressonância magnética é considerada o exame de escolha para visualização da hérnia de disco, pois fornece imagens detalhadas das estruturas moles da coluna, incluindo discos, nervos e medula espinhal. A tomografia computadorizada pode ser utilizada quando a ressonância não está disponível ou é contraindicada, embora ofereça menor resolução para tecidos moles. A eletroneuromiografia pode ser solicitada em casos selecionados para avaliar a função nervosa e documentar comprometimento neurológico objetivo.

Tratamento Não Cirúrgico: A Primeira Linha de Abordagem

A grande maioria dos pacientes com hérnia de disco responde favoravelmente ao tratamento conservador, sem necessidade de intervenção cirúrgica. Estudos científicos demonstram que aproximadamente 70% a 90% dos pacientes apresentam melhora significativa dos sintomas com tratamentos não invasivos ao longo de 6 a 12 semanas. O corpo humano possui mecanismos naturais de reabsorção da hérnia, e muitos pacientes experimentam resolução espontânea dos sintomas mesmo sem tratamento específico.

90%

Dos pacientes melhoram com tratamento conservador

6-12

Semanas para melhora significativa dos sintomas

O tratamento conservador multimodal combina diferentes abordagens terapêuticas para acelerar a recuperação e proporcionar alívio sintomático. A fisioterapia desempenha papel central nesse processo, utilizando técnicas como exercícios de fortalecimento muscular, alongamento, tração lumbar, eletroestimulação e terapia manual. Os exercícios de estabilização do core, que fortalecem os músculos abdominais e paravertebrais, são particularmente importantes para proporcionar suporte adicional à coluna e prevenir recorrências.

Medicamentos para Controle da Dor

A farmacoterapia constitui um pilar importante do tratamento, especialmente nas fases iniciais quando a dor é mais intensa. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente prescritos como primeira opção para controlar a inflamação e aliviar a dor. Medicamentos como ibuprofeno, naproxeno e cetorolaco atuam inibindo a produção de prostaglandinas inflamatórias, proporcionando alívio sintomático significativo na maioria dos pacientes.

Tabela 02: Opções Farmacológicas no Tratamento da Hérnia de Disco
Classe Medicamentosa Exemplos Indicação Principal
AINEs orais Ibuprofeno, Naproxeno, Celecoxiba Dor inflamatória aguda, primeira linha
Analgésicos opioides Codeína, Tramadol Dor moderada a severa, uso curto prazo
Miorrelaxantes Ciclobenzaprina, Baclofeno Espasmo muscular associado
Gabapentinoides Gabapentina, Pregabalina Dor neuropática crônica
Corticoides orais Prednisona, Dexametasona Dor severa, uso de curta duração

Para pacientes com dor neuropática predominante, caracterizada por queimação, choques ou formigamento, medicamentos como gabapentina e pregabalina podem ser prescritos. Esses fármacos modulam a transmissão nervosa anormal responsável pela dor neuropática e são particularmente úteis em casos de radiculopatia persistente. Os miorrelaxantes podem ser adicionados ao esquema terapêutico quando há espasmo muscular significativo contribuindo para o quadro álgico.

Procedimentos Minimamente Invasivos

Quando o tratamento conservador padrão não proporciona alívio adequado após período adequado de tentativa, existem opções de procedimentos minimamente invasivos que podem ser considerados antes da cirurgia. Essas intervenções oferecem benefícios significativos com menor tempo de recuperação e menores riscos comparados à cirurgia aberta tradicional. A seleção do procedimento mais apropriado depende das características da hérnia, sintomas do paciente e experiência do médico assistente.

i

Bloco Especialista

A injeção epidural de corticoide, conhecida como bloqueio, é um dos procedimentos mais realizados para hérnia de disco sintomática. O corticoide injetado diretamente no espaço epidural reduz a inflamação local, proporcionando alívio que pode durar meses e permitir que o paciente realize fisioterapia com mais conforto. Estudos mostram que até 50% dos pacientes que seriam candidatos à cirurgia conseguem evitar o procedimento após injeções epidurais bem-sucedidas.

Ondas de Choque para Tratamento da Hérnia

A terapia por ondas de choque (TOC) é uma modalidade terapêutica que tem ganhado evidência no tratamento de condições musculoesqueléticas, incluindo a hérnia de disco. O mecanismo de ação envolve a aplicação de ondas acústicas de alta energia que penetram nos tecidos, promovendo efeitos anti-inflamatórios, melhora da circulação sanguínea local e estimulação dos processos de reparo tecidual. A TOC pode ser utilizada como tratamento adjuvante para acelerar a recuperação e proporcionar alívio da dor em pacientes selecionados.

Acupuntura Médica e Dry Needling

A acupuntura médica, realizada por médico especializado, representa uma opção terapêutica complementar com evidência científica crescente para o manejo da dor relacionada à hérnia de disco. A técnica envolve a inserção de agulhas finas em pontos específicos, estimulando a liberação de endorfinas e outros neuromoduladores naturais que atuam no controle da dor. O dry needling é uma técnica relacionada que utiliza agulhas para tratar pontos-gatilho musculares que frequentemente acompanham as condições dolorosas da coluna.

Laser de Alta Intensidade

O laser de alta intensidade é uma tecnologia avançada que delivering energia luminosa concentrada nos tecidos profundos, promovendo efeitos fotobiomoduladores que aceleram a cicatrização, reduzem a inflamação e proporcionam analgesia. Diferente do laser de baixa potência utilizado tradicionalmente em fisioterapia, o laser de alta intensidade consegue atingir estruturas mais profundas, incluindo os discos intervertebrais e tecidos periarticulares, potencializando os resultados terapêuticos.

Hérnia de Disco Tem Cura? O Que a Ciência Diz

Responder se a hérnia de disco tem cura requer uma compreensão matizada do significado de cura no contexto médico. Se por cura entendemos a completa eliminação da hérnia e retorno ao estado prévio da coluna, a resposta é mais complexa. No entanto, se definimos cura como a resolução completa dos sintomas e retorno às atividades normais, a resposta é amplamente positiva para a grande maioria dos pacientes.

Mecanismo de Reabsorção Natural da Hérnia

FASE 1

Ruptura

Material discal se projeta além do ânulo fibroso

FASE 2

Resposta Imune

Macrófagos reconhecem material discal como corpo estranho

FASE 3

Neovascularização

Formação de novos vasos sanguíneos na região da hérnia

FASE 4

Reabsorção

Redução progressiva do tamanho da hérnia ao longo de meses

Estudos de acompanhamento com ressonâncias magnéticas seriadas demonstram que uma proporção significativa das hérnias discais diminui de tamanho ou desaparece completamente ao longo do tempo. Esse fenômeno, conhecido como reabsorção espontânea, ocorre devido à resposta inflamatória local que reconhece o material discal herniado como tecido anormal e inicia processos de degradação enzimática e fagocitose. Hérnias maiores e mais extruídas paradoxalmente tendem a apresentar maiores taxas de reabsorção espontânea.

O prognóstico da hérnia de disco é geralmente favorável, com a maioria dos pacientes retornando às suas atividades habituais após período adequado de tratamento. Fatores que podem influenciar negativamente o prognóstico incluem presença de fraqueza muscular significativa, sintomas bilaterais, duração prolongada dos sintomas antes do tratamento e presença de comorbidades como diabetes ou tabagismo. A adesão ao programa de reabilitação e às orientações de modificação de estilo de vida são determinantes importantes para o sucesso terapêutico a longo prazo.

Prevenção de Recorrências e Manutenção da Saúde da Coluna

A prevenção de novos episódios de dor relacionada à hérnia de disco requer adoção de hábitos saudáveis e modificações no estilo de vida que devem ser mantidas indefinidamente. O disco intervertebral lesado não retorna completamente ao seu estado original, o que torna os pacientes mais suscetíveis a novos episódios sintomáticos. No entanto, medidas preventivas adequadas podem reduzir significativamente esse risco.

Checklist de Prevenção Diária

Manter postura adequada ao sentar
Praticar exercícios de fortalecimento 3x/semana
Levantar pesos com técnica correta
Manter peso corporal saudável
Fazer pausas durante trabalho sentado
Dormir em colchão com suporte adequado

O fortalecimento dos músculos do core, incluindo os abdominais profundos, músculos paravertebrais e glúteos, é fundamental para proporcionar estabilidade adicional à coluna vertebral. Programas de exercícios como Pilates, RPG (Reeducação Postural Global) e exercícios de estabilização funcional têm demonstrado eficácia na prevenção de recorrências. A prática regular de atividades físicas de baixo impacto, como natação e caminhada, também contribui para a manutenção da saúde da coluna quando realizadas com técnica adequada.

Tratamento Especializado para Hérnia de Disco

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, oferecemos abordagem completa e individualizada para o tratamento não cirúrgico da hérnia de disco, com equipe especialista do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP.

Agendar Consulta pelo WhatsApp

Perguntas Frequentes Sobre Hérnia de Disco

Hérnia de disco tem cura completa?

Sim, a maioria dos pacientes com hérnia de disco alcança resolução completa dos sintomas com tratamento adequado. Estudos mostram que 70-90% dos pacientes melhoram significativamente com tratamento conservador. Além disso, o corpo pode reabsorver naturalmente a hérnia ao longo de meses, resultando em cura clínica mesmo sem cirurgia.

Quanto tempo leva para curar hérnia de disco?

O tempo de recuperação varia conforme a gravidade, mas a maioria dos pacientes apresenta melhora significativa entre 6 e 12 semanas de tratamento conservador. A reabsorção completa da hérnia pode levar de 6 meses a 2 anos em alguns casos, embora os sintomas geralmente melhorem muito antes disso.

Hérnia de disco volta após o tratamento?

Pode haver recorrência dos sintomas, especialmente se não forem mantidos os exercícios e cuidados com a postura. Estima-se que cerca de 5-15% dos pacientes possam apresentar novos episódios. A manutenção de hábitos saudáveis, fortalecimento muscular e acompanhamento adequado reduzem significativamente esse risco.

É possível tratar hérnia de disco sem cirurgia?

Sim, a grande maioria dos casos de hérnia de disco é tratada com sucesso sem cirurgia. Tratamentos como fisioterapia, medicamentos, acupuntura médica, ondas de choque, laser de alta intensidade e injeções epidurais são muito eficazes. A cirurgia é reservada para casos específicos com sintomas graves ou progressão neurológica.

Quais exercícios devo evitar com hérnia de disco?

Exercícios com alta carga na coluna, como levantamento de peso com má técnica, abdominais tradicionais com flexão excessiva, corrida em superfície dura e esportes de contato devem ser evitados durante a fase aguda. Cada caso é único, por isso a orientação de profissional especializado é fundamental para prescrever exercícios seguros.

Hérnia de disco pode causar paralisia?

A paralisia é uma complicação rara e geralmente associada à síndrome da cauda equina, condição de emergência médica. Sinais de alerta incluem perda de controle da bexiga ou intestino, fraqueza severa em ambas as pernas e dormência na região perineal. Esses sintomas exigem atendimento de emergência imediato.

O que é ciatalgia e qual a relação com hérnia?

Ciatalgia é a dor que irradia pelo trajeto do nervo ciático, geralmente causada por compressão desse nervo. A hérnia de disco lombar é uma das causas mais comuns de ciatalgia, quando o material discal comprime a raiz nervosa que forma o nervo ciático. O tratamento da hérnia geralmente resolve a ciatalgia.

Posso trabalhar com hérnia de disco?

A maioria dos pacientes consegue continuar trabalhando, com adaptações se necessário. Trabalhos que exigem carregar peso excessivo ou permanecer muito tempo sentado podem requerer modificações temporárias. O afastamento é necessário apenas em casos mais graves e por período limitado até a melhora dos sintomas.

Acupuntura funciona para hérnia de disco?

A acupuntura médica tem demonstrado eficácia no alívio da dor relacionada à hérnia de disco em diversos estudos científicos. A técnica estimula a liberação de endorfinas naturais e outros neuromoduladores que reduzem a dor. Quando realizada por médico especializado, é um tratamento seguro e eficaz como complemento à abordagem multidisciplinar.

Quais exames detectam hérnia de disco?

A ressonância magnética é o exame padrão-ouro para diagnóstico de hérnia de disco, pois visualiza com detalhes os tecidos moles como discos e nervos. A tomografia computadorizada pode ser usada quando a ressonância não está disponível. Exames como eletroneuromiografia avaliam a função nervosa e documentam comprometimento neurológico.

Devo operar hérnia de disco?

A cirurgia é indicada para uma minoria dos pacientes, geralmente aqueles com fraqueza muscular progressiva, dor intratável após tratamento conservador adequado, ou sinais de emergência como síndrome da cauda equina. A decisão deve ser individualizada e discutida com médico especialista após tentativa adequada de tratamento não cirúrgico.

Hérnia de disco piora com a idade?

O disco intervertebral naturalmente sofre degeneração com o envelhecimento, o que pode aumentar o risco de hérnias. No entanto, muitos idosos convivem com hérnias assintomáticas. A manutenção da atividade física, fortalecimento muscular e hábitos saudáveis são fundamentais para prevenir problemas relacionados à coluna ao longo dos anos.

Qual o melhor tratamento para hérnia de disco?

Não existe um único tratamento ideal para todos os casos. A abordagem multimodal combinando fisioterapia, medicamentos adequados, procedimentos como acupuntura médica e ondas de choque, e modificações no estilo de vida costuma ser mais eficaz. O tratamento deve ser individualizado por médico especialista em dor e coluna.

Dormir de bruço faz mal para hérnia de disco?

Dormir de bruço pode aumentar a lordose lombar e pressionar os discos intervertebrais, potencialmente agravando sintomas de hérnia de disco lombar. Posições mais recomendadas incluem de lado com travesseiro entre as pernas ou de costas com travesseiro sob os joelhos. O colchão deve ter firmeza adequada para suporte sem perder o conforto.

Agende sua Avaliação Especializada

Nossa equipe de médicos e fisioterapeutas especialistas do Grupo de Dor do HC-FMUSP oferece tratamento personalizado e não cirúrgico para hérnia de disco.

WhatsApp: (11) 99160-4480

Clínica Dr. Hong Jin Pai

Al. Jaú, 687 — São Paulo — SP

Ferramentas Interativas para Pacientes

Avaliador de Sintomas de Coluna

Responda às perguntas para uma avaliação inicial

Esta ferramenta é apenas informativa. Consulte um médico especialista.

Agendar Consulta

Guia de Exercícios Seguros para Coluna

Exercícios recomendados e contraindicados para cada fase

Execute exercícios apenas sob orientação profissional

Solicitar Prescrição

Calculadora de Progresso do Tratamento

Acompanhe sua evolução e identifique sinais de melhora

Início 0 semanas 12 semanas
Sem dor 5 Dor máxima

Dúvidas sobre seu progresso? Consulte nossa equipe

Tirar Dúvidas pelo WhatsApp
Website |  + posts

Médico especialista em Dor e Fisiatria pela USP. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Professor e Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP.